quarta-feira, 30 de maio de 2018

Contemplando o que nos é possível de um Iceberg
Sentimo-nos grandes e invencíveis
E custa mergulhar
No oceano congelante
Sentimo-nos pequenos e destrutíveis
Sentimos o medo
Mas só isso nos leva à consciência
E no faz Grandes

Bernardo dos Santos Morgado

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Destino


Sempre a querer mais
Nunca satisfeito
Sabendo apenas nada por completo
Havia de ter este destino?
Havia de querer isto?
Cansado de procurar
E nunca encontrar
Deitado no chão a ver o sonho passar
Quando me levanto já passou
Já não existe
E nada cabe no bolso
Nem o destino

Mais vale desistir, do que perder tanto tempo a procurar

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As árvores Negras

Persegue os teus sonhos
E vê-os fugir
Por entre as árvores Negras
Da tua imaginação
E se caíres
Saberás que a tua mãe.
Apenas ela te sufocará
Saberás que só a tua mãe.
E aí
,Quando chegares aí
Terás filhos e filhas
Que perseguirão os seus sonhos
E quando caírem. Só tu
Estarás lá
E saberão que só tu.
É quando chegares aí
Que saberás:
Já morreram os teus sonhos.
E as árvores Negras
Serão o caminho a seguir
Pelos teus filhos
E por desejares desesperadamente
O seu sucesso
Os sufocarás
Como foste sufocado
Pela tua mãe
E por alguém que vê tudo
Te pede dinheiro
E te castiga
Mas que te ama
E não esqueças isso
Nunca esqueças isso
As árvores Negras
Agora mais que nunca
São tuas e dos teus filhos

Não esqueças o Sol
Que te cega
Foi ele que fez crescer as árvores Negras
Na tua imaginação

Bernardo dos Santos Morgado

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Ponto Fixo


Deitado no chão
Reparo num ponto escuro no tecto
Fixo o meu olhar no ponto
Passado pouco tempo
O ponto parece estar em movimento
Parado, no mesmo sítio
Passo a língua nos dentes
Sinto as falhas
Alguém as fez
Passo com a mão direita na cicatriz
Passo com a mão esquerda na outra cicatriz
E penso em quem as fez
Onde estarão? Serão felizes?
Da vida deles em mim deixaram as cicatrizes
E o ponto fixo parado vai mexendo

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mente Brilhante

                                                                                    (inspirado na vida de Nash)


O gato vai desaparecendo
À medida que o tempo vai passando
Génios Génios
Somos todos génios
Procuramos
E nunca encontramos
Dia após dia
Até a vida ser nada
O reconhecimento
Não encontramos
Génios somos tantos
E todos procuramos
Génios somos todos
Tirando os outros todos
Depois veem os prémios
Não encontramos
Mais Mais
Para lá do universo
Onde está o infinito
Finito
Procuramos 
Até que morremos
Génios são tantos
Todos mortos
Com os seus prémios

Bernardo dos Santos Morgado

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Azul


Acordo na minha casa azul
Visto o meu fato azul
Antes de sair certifico-me que está tudo azul
E quando está tudo azul, atiro-me do céu
Quando chego à terra pinto tudo de azul
Pouco me importa se alguém não gosta de azul
Eu sou azul e pronto vivo no mundo que pintei de azul
No mundo que pintei de azul

Bernardo dos Santos Morgado

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Destino


Sempre a querer mais
Sempre a querer mais e mais
Nunca satisfeito
Sabendo apenas nada por completo
Havia de ter este destino?
Havia de querer este destino?
Cansado de procurar
E nunca encontrar
Deitado no chão a ver o sonho passar, já foi
Quando me levanto já não há
Já não existe
E nada cabe no bolso
Nem o destino

Mais vale desistir, do que perder tanto tempo a procurar

Bernardo dos Santos Morgado

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Palavras


Para quê usar palavras caras!?
Não sou rico
Vou usar palavras caras para quê?
Se com palavras pobres já ninguém lê!?

Visto aquilo que quero
Da forma que quero
E com as palavras acontece o mesmo
Escrevo as palavras que quero

Senão gostas ainda bem
Mais palavras sobram
E burrice já chega a que tenho
A dos outros não quero
Os outros incomodam

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nenhum


Existimos perdidos
Em cada um de nós
Temos que nos encontrar em nós
Todos juntos estamos sós
Todos juntos não somos um
Se cada um fosse um
Então poderíamos ser algum
Mas todos somos vazios
Padrão tropa
Padrão rosa
Se cada um fosse completo
Todos juntos seríamos alguém
Todos nós não somos ninguém
Se tentássemos podíamos até ser alguém
Mas alguém muito pequeno
Sem pensar além
Pensar além só quem tem desdém
De não ser ninguém
Todos nós nascemos livres
Todos nós vivemos presos
Todos nós estamos perdidos
Num mar infinito de esquecidos
De homens mal acordados
No sonho de vida
Na vida de sonho
E que o sonho seja viver
Para ver alguma coisa nascer
Nem que seja de um ser outro ser
Nem que seja apenas morrer dentro de um ser
Que por ser e querer ser morrer chegue
Escolher o caminho que se pense certo e tentar
Vazio por cada um não ser cada um
Faz-te completo
Para eu e tu
Sermos dois
Para todos nós
Sermos alguns



Bernardo dos Santos Morgado

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ser um Génio


Génio
É o que pensa
Observa de outra forma
Discorda, não se conforma
Mas se discorda argumenta
E do erro descobre a forma
Resolver o problema
Como se fosse um enigma
Descobrindo a fórmula
Não tem conforto, porque pensa
Pensar custa, de tal forma
Que dedica a vida para descobrir tal fórmula
E o mundo agradece com a sentença
De não dar mérito se alcança
A descoberta, A esperança
Aceitar a mudança
Isso é ser um gênio.

Perseverança



Bernardo dos Santos Morgado

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Inquietude


A inquietude inquieta-se
Eu inquieto-me também
Penso o mesmo que a inquietude pensa
Desassossego-me também
Porque penso para lá do que é mal ou bem
Entrego-me à ignorância
Na esperança de ser ignorante volto à infância
Estou chateado com a minha mãe
E com o meu pai também
Deram-me um pensamento sem pensarem bem
Nesta triste tristeza a inquietação não vai, só vem
E na cabeça o pensar dói e no doer só o pensamento tem
Inquietude assossega-te!
Para me assossegar também
Estou farto de pensar (inquieto): em mim, em ti e na minha mãe
Estou inquieto porque existe
Estou inquieto porque desaparece
A inquietude não vai, só vem
Deixa-me estar inquieto sossegado!
Não quero ninguém a chatear-me: nem eu, nem tu, nem a minha mãe

Bernardo dos Santos Morgado

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Na Rua da Esperança


Toda a gente corre
Toda a gente dança
Toda a gente ouve
Toda a gente canta
Toda a gente quer
Toda a gente alcança
Ninguém morre
Toda a gente descansa

Toda a gente que mora
Na Rua da esperança

Bernardo dos Santos Morgado

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tenho Nada


Tenho nada
Consegui ter nada
Escrevo nada
Farto-me de ter nada

Aprendo tudo

Tenho tudo
Consegui ter tudo
Escrevo tudo
Farto-me de ter tudo

E agora?

Que percurso sigo?

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 23 de julho de 2013

Para Ser Feliz


Para ser feliz é necessário:


Assumir que se vive sozinho
Um coração, uma cabeça num só corpo


Amar o que se quiser amar
Mas pensar que um dia irá acabar
Um dia tudo irá acabar


Tentar ser livre ao máximo no pensamento
Seja religião, cor ou política


Falar, escrever, representar
Transmitir o que se está a pensar


Tentar realizar o sonho
O desejo tem que ser alcançado
Dar tudo por tudo
Mas nunca ficando preso a isso
E ter perfeita noção que pode não ser alcançado


Acreditar em tudo seja certo ou errado
Mas antes de acreditar saber se está certo ou errado


Pensar mas pensar pouco


Cuidar da saúde física e psicológica
Evitar a droga e a bebida



Ter amigos de confiança
Mas nunca depositar toda a esperança
Às vezes a vida engana


10º
Ter prazer a fazer seja o que for
As vezes que se quiser
Respeitando sempre o outro ser

Bernardo dos Santos Morgado

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Os sábios


As vezes penso
Para mim: gostava
De ter um sábio
Ao meu lado
Só depois me apercebo
Cada sábio está no seu livro
É só esticar o braço
Abrir a gaveta
E a ler os conhe
ço
Ensinam-me e eu aprendo

Leio e depois escrevo
Seja de sábios que pensem bonito ou negro
Que pensem certo ou errado

E de mim para eles na minha escrita agradeço

Por na minha secretária estar sentado
E com eles poder dar a volta ao mundo



Bernardo dos Santos Morgado

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Arrábida

                                                              (Dedicado a Sebastião da Gama

A primavera
As cores verdes
As flores
O vento que canta
Por entre as montanhas
O sol reflectido no mar

Perfeita

Arrábida
Perfeita
Que de Portugal é feita

Os teus segredos

Guarda-os
Bem lá no fundo
No fundo da montanha

Que eu escrevo-te a esperar o luar

Nem a morte me conseguiria levar

Bernardo dos Santos Morgado

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Primavera


Primavera
Que podia ser Primapatrícia
Que podia ser Todaafamília
Que até já fui Tudooquesou
Que agora Jánãosoutanto

Mas que bonita é a Primavera

E a Primajoana também
Pode-se dizer que o Tioverão trabalhou bem
E que a Tiainverno cuidou bem delas
Se não fosse eu o Primodelas
Quem seria o Primotudo?
Que é bastante amigo do Primouniverso
Que neste momento está com Primoescrevendo

Bernardo dos Santos Morgado

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma Tarde Numa Estação de Comboios


Existe mais poesia
Que idosos sentados num belo dia
De primavera
Numa estação de comboios movimentada
A rever a sua vida
Nas pessoas que a apanhar o comboio, na ida
Nas pessoas que a chegar de comboio, na volta
Numa tarde que demora uma vida
No perfeito descanso de uma reforma

Bernardo dos Santos Morgado

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Beijo Meu



Aquele beijo que foi meu
Mas não foi teu

Do céu desceu
Quando o meu coração bateu

No dia seguinte tudo morreu



Bernardo dos Santos Morgado

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Nada


Tenho escrito com erros
Tenho falado errado
Ando trocado
Já nem acerto nas escolhas múltiplas

E só assim percebo que não sei quase nada

Sei pouco ou quase nada
Escrevo nada
A minha vida não é nada

Vida é uma Era
E a nossa é feita de nada

Bernardo dos Santos Morgado